O caminho que Anchieta não fez

Ontem, 13 de julho, José de Anchieta chegava ao Novo Mundo.

Hoje, Bruno, tu vais para o Velho Mundo.

São José de Anchieta, jovenzinho, sabia que do Velho para o Novo saía, para não mais pisar o Velho. Sabia que, em Cristo, é justo e necessário colocar-se sempre em saída.

Sabia que o Velho mundo deixava, em tudo, para um Novo Mundo abraçar.

Paradoxalmente, deixando o Velho, abraçou o Mundo; todo ele, fazendo-o todo Novo.

Novo, porém, para o próprio padre Anchieta, de certo modo, seria o caminho de volta. A volta que, para maior Glória de Deus, Ancheita não fez.

Mas não o fez por uma razão. Uma razão que ainda brota do coração do próprio Anchieta:

Para que Bruno, agora, o faça!

Para que o Novo – que não pode deixar de vir – nos passos do Grande Anchieta, pise, agora, por seus pés, Bruno, o Velho. E pise levando o Monumental José de Anchieta, agora como que velho, a caminho dos 500 anos, mas que nunca perde o frescor do Novo.

Vai Anchieta, levando Bruno sobre os ombros, porque o Velho Mundo precisa ser abraçado pelo Novo Mundo. Vai Bruno, levando o abraço de São José de Anchieta e seus companheiros.

Depois, esperamos, virá o momento de repisar os passos atlânticos de Anchieta, fazendo, então, o mesmo caminho que ele fez, pois esse nosso Mundo, aqui, precisa de jovens, como tu, para permanecer Novo.

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