“Anchieta passava noites em oração aqui dentro desta igreja em que nós estamos”

Para que Anchieta seja mais conhecido, amado e imitado. Ao aproximar-se a conclusão da novena em honra a São José de Anchieta, já é possível reconhecer como avançamos no conhecimento daquele homem santo que viveu nestas terras e que veneramos como Santo Padroeiro e Apóstolo do Brasil.

No mesmo lugar sagrado que presenciou os momentos de silenciosa oração e intimidade com Deus do Santo Padroeiro do Brasil, Padre Bruno Franguelli recordou que “na intimidade com Deus e com o outro é necessário silêncio, para que se permita a escuta”.

A medida que era lido o testemunho de Pero Rodrigues sobre a vida de Padre Anchieta, o sacerdote jesuíta, apontava os lugares, como na igreja e nos corredores que levam até os quartos da edificação ao lado. Pois, os relatos lidos na noite do sétimo dia da novena aconteceram exatamente naquele lugar santo de peregrinação que hoje chamamos Santuário Nacional de São José de Anchieta.

“Tal foi o Padre Anchieta em todo o tempo de sua vida no espírito de oração, que não há de se espantar das maravilhas que dele se contam, nem da grande santidade a que chegou.”

Pe. Pero Rodrigues, provincial e superior de Anchieta, que conviveu com o Apóstolo do Brasil.

A razão dessa santidade Pe. Pero Rodrigues escreveu, ainda no século XVII, “pois, nesta escola do Espírito Santo continuou com muita diligência, por espaço de quarenta e quatro anos que viveu no Brasil”.

E Padre Bruno concluiu rezando. “Intimidade com Deus é o segredo da santidade, por isso rezamos: Senhor, que eu cresça na intimidade contigo por meio da oração”.

Escada que leva da igreja ao quarto de Anchieta. Caminho percorrido pelo Padre Anchieta, descalço, para rezar à noite, em silêncio, na igreja.
Homilia da Missa

Após a novena, foi celebrada a santa Missa que neste dia 12 de junho foi presidida pelo Padre Eduardo Magalhães, da Paróquia São Francisco Xavier, de Iriri.

Ao receber as boas-vindas do Reitor do Santuário Nacional, Padre Nilson Marostica, que agradeceu à paróquia que veio em romaria ao santuario, Padre Eduardo agradeceu dizendo com afeto que “a casa de São José de Anchieta é a casa de todos nós”.

Conhecer para amar. A homilia de Padre Eduardo teve essa marca. Disse ser necessário “conhecer melhor a Igreja para que se possa amar mais.”

Não se deve ter uma “fé de samambaia”, mas sim uma”fé de bambu”, disse em uma alusão às raízes frágeis da primeira em contraponto às profundas raízes da touceira de bambu. “Ninguém consegue tirar a fé de quem conhece a sua religião”, concluiu.

Por fim, Padre Eduardo convidou para a experiência de “amar e deixar-se ser amado pela Igreja. Se doar e se entregar porque somente assim viveremos a lei do amor: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.”

Igreja em saída e o movimento como testemunho dos Apóstolos.

Novena

O sexto dia da novena nos colocou diante de um pedido que exige de nós uma ação: Senhor, que eu defenda e proteja os sofredores e oprimidos.

“Que eu seja um cuidador daqueles que estão descuidados; que eu ampare aqueles que estão desamparados. Ir aonde não vai ninguém”, refletiu e rezou Padre Firmino Martins, sobre o significado do tema Anchieta, protetor dos indefesos.

Ao recordar a Igreja em saída, que Papa Francisco pede constantemente, o jesuíta explicou que “a nossa saída tem dois distintivos: a unção e a missão. Jesus foi ungido e enviado, nós já fomos ungidos no nosso batismo e fomos enviados para transformar este mundo, promover a fraternidade, criar uma sociedade mais justa, anunciar a alegria”.

Dos testemunhos sobre Anchieta ouvimos da disponibilidade em servir a todos, em qualquer momento ou circunstância. Ou seja, “Padre Anchieta não tinha tempo para si. O tempo dele era para servir. Estar aqui, em Guarapari, Vitória, Jabaquara, Mãe-Bá, Inhauma. Quantos carros ele tinha? Nenhum. Quantos cavalos? Nenhum”, explicou o jesuíta.

Anchieta só andava a pé e tinha problema de coluna. Mesmo assim ele ia e servia a todos. E nós, hoje temos tantas coisas, e quantas visitas fizemos aos doentes, a uma pessoa desesperada?

Pe. Firmino Martins

Padre Firmino conclui com uma metáfora “nossa cabeça está grande e o nosso coração esta pequenininho. Papa Francisco tem razão, temos de crescer espiritualmente. E uma oração “Que são Jose de Anchieta interceda em prol da construção de um mundo melhor, mais divino, mais justo, mais irmão”.

Homilia da Missa

Apóstolo é aquele que é enviado. E quem nos envia é Jesus. “Como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (Jo 20,21), assim iniciou a homilia de Padre Pierre, da paróquia São Tiago Maior, de Setiba, Guarapari.

A liturgia recordava o dia de São Barnabé, cujo relato encontramos no Atos dos Apóstolos. Esteve junto aos apóstolos e trabalhou com Saulo, acompanhando a conversão daquele que seria o Apóstolo dos Gentios. “São Barnabé é um homem de caridade, amor, fé e zelo”, lembrou Padre Pierre.

Sair de sua terra e confiar-se à providência são características dos apóstolos. “Barnabé saiu. Saulo deixou Tarso. José de Anchieta, se tivesse que trazer roupa, comida… para quanto tempo?”, indagou o padre.

A reflexão sobre a necessidade de ir ao encontro, que teve início na novena, continuou com Padre Pierre.

“Somos novos apóstolos, talvez não seja necessário sair da sua terra, mas é preciso fazer um pequeno movimento”.

Pe. Mukabi Pierre

“É preciso mover-se, sair de um lugar para o outro. Esse é o testemunho, de Barnabé, de São José de Anchieta. E olhando para este Santuário, para os missionários jesuítas que estão aqui, eles são brasileiros, mas cada um deixou sua terra. E vieram por causa de Jesus Cristo”, explicou o também missionário, Padre Mukabi Misik Senga Pierre.

Nessas terras capixabas onde São José de Anchieta pisou e deixou as suas marcas, vamos continuar pisando onde ele pisou e encontrando aqueles que ele não encontrou.

Pe. Mukabi Pierre

Ao recordar que o testemunho de São Barnabé encontra-se com o de São José de Anchieta, Padre Pierre deixou uma orientação a todos que estavam e que virão ao Santuário do Apóstolo do Brasil: “Toda vez que viermos neste Santuário, venhamos com este ânimo: quero fazer um pouquinho que São José de Anchieta fez”.

Comenda São José de Anchieta é concedida ao vice-reitor do Santuário

Bruno Franguelli, vice-reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta, foi homenageado com a ‘Comenda São José de Anchieta’, uma distinção de honra concedida ao cidadão que se destacou na luta pela igualdade de direitos, conscientização, liderança, capacidade de conciliar conflitos e pelo resgate da dignificação das pessoas.

A Comenda foi conferida ao sacerdote jesuíta em Sessão Solene na Câmara Municipal de Anchieta, no dia 07 de junho, com a presença de autoridades civis e militares, representantes do poder judiciário e da população de Anchieta.

O sacerdote explicou a alegria e a emoção ao receber a homenagem. “Padre José de Anchieta faz parte da minha história, desde pequeno. Decidi ser jesuíta a partir do exemplo de São José de Anchieta. Então, receber essa comenda hoje, de fato, é algo maravilhoso”, relatou.

Abertura da solenidade: A unidade como resposta

Convidado para realizar um pronunciamento e conceder a bênção na abertura da tradicional Sessão Solene em comemoração ao dia da cidade, Padre Bruno Franguelli, destacou como “esta noite nos mostra que temos uma oportunidade, na nossa cidade, de caminharmos juntos em unidade”.

Ao recordar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, mostrou que se trata “tanto da unidade na nossa vida política, como também unidade na nossa vida familiar e também da unidade na fé”. E explicou o motivo, “porque a palavra diabo vem do grego diábolos aquele que divide. Toda divisão que existe dentro do nosso coração, da nossa família, da nossa igreja, da nossa sociedade, vem do diabo.” E concluiu, destacando que “toda pregação que conduz à divisão, é diabólica.”

Anchieta: cidade com marcas profundas do legado do Apóstolo do Brasil

São José de Anchieta é uma figura que atrai a todos. E honrar o Padre Anchieta, não é algo simplesmente religioso, é um ato cívico, de amor à cidade.

Padre Bruno Franguelli

Tamanha a importância de São José de Anchieta para o município que conserva seu nome, Padre Bruno Franguelli logo no início de sua exposição afirmou que “nenhum anchietense pode dizer que ama esta cidade, se desconhece ou é indiferente ao legado de São José de Anchieta para esta cidade.”

Para reconhecer, conservar e transmitir esse legado, o padre jesuíta considera que “cuidar da memória do Padre São José de Anchieta é um ato de amor à cidade”, uma vez que “um povo que não tem memória é sem identidade. Não sabe de onde veio, nem para onde vai. Não prospera”, enfatizou.

Diante de tal importância, assinalou que as ações municipais e de seus cidadãos devem se pautar pelo respeito, zelo e continuidade. “Cuidemos da memória de São José de Anchieta. E, principalmente, continuemos o seu legado. Na cultura, no teatro, na educação, na saúde, no respeito, na tolerância ao diferente, no interesse comum e não no egoísmo”, explicou.

O município conserva também o conjunto arquitetônico do Santuário Nacional de São José de Anchieta, do qual Franguelli é o vice-reitor. A importância singular desse monumento é central na história da cidade, que hoje se chama Anchieta. “Temos o orgulho de ter uma cidade que abriga, nada mais nada menos, do que as últimas marcas do Apóstolo do Brasil, do primeiro missionário, educador, e daquele que fez um bem imenso pelo Brasil”, lembrou.

Padre Bruno Franguelli finalizou seu pronunciamento reconhecendo “Tudo que fizermos para celebrar a memória do Padre Anchieta nesta cidade não será suficiente, pois ele fez muito mais do que isso por cada um de nós que estamos aqui. Que a memória de São José de Anchieta permaneça no nosso coração.”

Comenda São José de Anchieta concedida ao vice-reitor do Santuário Nacional de Anchieta

O que dizem os milagres? Anchieta é digno de ser imitado.

Anchieta, homem de milagres, foi o tema do quinto dia da Novena em honra São José de Anchieta, em preparação para a Missa solene do Apóstolo e Padroeiro do Brasil.

Padre José Célio, conduziu a oração. “Não andamos por aí atrás de milagres, andamos como pessoas de esperança que se sentem protegidas pela graça de Deus. Mas há momentos em que precisamos falar mais alto e pedir o socorro em alguma circunstância”, disse ao início.

Após as leituras da graça a ser pedida no dia Senhor, que eu saiba reconhecer os milagres no meu dia a dia; do trecho do Evangelho de São João e do relato de um milagre que Padre Anchieta, realizou durante uma festa, quando um menino mudo volta a falar à sua ordem, Padre José Célio, fez a seguinte reflexão:

“Quando nós acompanhamos o nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo nos evangelhos, nós o vemos realizar muitas maravilhas. Multidões recorrem a Jesus porque ele é capaz de transformar água em vinho, realizar pescas milagrosas, multiplicar os pães. Jesus, muitas vezes, é visto pelos seus contemporâneos como um milagreiro. E Jesus chega a dizer ‘espera, não é isto que eu vim fazer, não é dessa forma que eu quero que me vejam, um fazedor de milagres”. E continuou dizendo:

“Por trás de cada ação que nós chamamos de milagres, Jesus quer nos ensinar algo a mais. A ação de Jesus de realizar milagres, maravilhas, é uma forma de Deus dizer: Este é o meu Filho amado, Ele está em comunhão comigo”.

Padre Célio então explicou como entender o tema proposto neste quinto dia da novena.


“Refletir Anchieta, nosso santo, como homem de milagres é dizer que tudo aquilo que Anchieta fez e viveu é aprovado por Deus. O milagre não é um capricho de um santo para conosco, mas não é outra coisa senão a aprovação de Deus da vida, daquele homem de quem nos aproximamos.

Anchieta não realiza milagres por si só, mas é o próprio Deus que quer dizer através desses milagres, grandes ou pequenos, que este homem é digno de atenção, é digno de ser escutado, é digno de ser imitado.

Disso que se trata dizer que Anchieta é um homem de milagres, ou seja, é homem aprovado por Deus. Por isso, não tenhamos receio de nos aproximamos de Anchieta porque nosso Deus e Pai do céu já o aprovou através dos seus milagres, através do testemunho de sua vida, das suas virtudes heroicas.”

Homilia – Maria Mãe da Igreja

“Como é bom estar próximo de um santo!” Assim começou a reflexão do Padre Jairo de Souza, da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, Meaípe, Guarapari, que presidiu a celebração da Missa após a novena.

Ao recordar que a liturgia do dia celebra Maria, Mãe da Igreja, falou das marcas da devoção mariana que São José de Anchieta, o Poeta da Virgem Maria, deixou na região. “Perceba os lugares por onde passou. Um jeito delicado de mostrar que temos uma mãe. E nos sentimos seguros”, afirmou.

“Olhar para esta figura tão singela de São José de Anchieta é encontrar nele os traços de Maria.”

Padre Jairo de Souza

Entre as edificações de devoção mariana recordou a linda capela dedicada à mãe de Maria. A igreja de Sant’ana, está construída sobre uma pedra próxima ao mar, na praia de Meaípe, e faz parte da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, da qual padre Jairo é pároco.

“Em todos os cantos Maria é saudada como aquela que cuida de nós, aquela que não nos abandona, aquela que todos os dias devemos levá-la para casa. Ouvimos no Evangelho Jesus dizendo “Eis aí tua mãe”. E João não mais deixou Maria e Maria não mais deixou João”, explicou.

A proximidade com os santos faz lembrar que Deus nunca abandona o seu povo. Imitando São José de Anchieta, Padre Jairo concluiu “não tenham medo de receber Maria por mãe”.

09 de junho | Dia de São José de Anchieta. Domingo da Solenidade de Pentecostes.

Neste ano, a data litúrgica do dia de São José de Anchieta, 09 de junho, coincidiu com o domingo da Solenidade de Pentecostes. Foram três celebrações litúrgicas, um dia com muitas homenagens e romarias. E o quarto dia da novena em preparação para a Missa solene do Santo Apóstolo e Padroeiro do Brasil, no próximo sábado, dia 15.

O tocar dos sinos do Santuário Nacional de São José de Anchieta, na manhã do domingo, dia 09 de junho, marcou o início de uma grande festa. Uma grande expressão de alegria que ganhou força e movimento com a presença dos peregrinos.

Cela de Anchieta: o Santuário Nacional

Local de Peregrinação, a cela de Anchieta é o quarto onde o Santo Apóstolo do Brasil viveu e lugar onde morreu, aos 63 anos, no dia 09 de junho de 1597. O Santuário Nacional de São José de Anchieta começa nesta pequena, simples e humilde cela anexa à igreja de Nossa Senhora da Assunção, por ele construída. O local é aberto a visitação e conserva uma relíquia do santo que naquele lugar partiu para o encontro definitivo com Deus.

Celebrações litúrgicas, Homenagens e Romarias

A Missa foi celebrada em três horários. A cada celebração, uma romaria enriquecia e manifestava sua devoção a São José de Anchieta de uma forma particular.

As crianças recepcionavam os peregrinos que chegavam para a primeira Missa, às 8h30, vestidos como “pequenos Anchietinhas”.

Em seguida, o Apostolado da Oração, com suas tradicionais fitas vermelhas, deram a cor da Missa das 10h30 que terminou com o tom da música dos índios Tupiniquins, um dia protegidos por Anchieta e que hoje o saúdam.

A marca jovem do Apóstolo do Brasil, que chegou à estas terras com 19 anos, esteve presente na última Missa do dia, celebrada às 19h, com a participação da romaria do EJC – Encontro de Jovens com Cristo.

Motociclistas também saudaram o Padroeiro do Brasil em uma romaria que saiu de Guarapari e chegou ao Santuário Nacional onde foram acolhidos pelos peregrinos e os reitores do Santuário que lhes deram a a benção.

Presença Indígena

Índios, outrora protegidos por Anchieta, hoje prestam a ele sua homenagem. Estiveram no Santuário Nacional de São José de Anchieta Índios Tupiniquins de Caieiras Velha, aldeia localizada no município de Aracruz, norte do Espírito Santo.

Um sinal da importância do legado de São José de Anchieta para os indígenas é o relato de Jocelino Tupiniquim, sobre a retomada da língua Tupi através da primeira gramática da língua Tupi escrita pelo Padre Anchieta. “Eu sou pesquisador e a gente faz um processo de revitalização da língua a partir dos escritos de Anchieta”, explicou Jocelino Tupiniquim.

Anchieta, apaixonado por Cristo, dócil ao Espírito Santo.

“Senhor, que eu seja verdadeiramente apaixonado por Ti”, foi essa a graça pedida no quarto dia da novena em honra a São José de Anchieta. O desejo de amar a Jesus Cristo brotava do coração do jovem Poeta da Virgem Maria que escreveu estes versos: “Que eu conheça quem és! Sê meu único amante! Inteiro eu ame a ti, de coração constante!”.

Padre Nilson Maróstica, reitor do Santuário, conduziu este momento de reflexão. “Nossa vida é conhecer a Deus. Não conhecer a Deus é não viver. Aquele que cruzou o seu olhar com o Cristo Senhor, torna-se um apaixonado. Quando olhamos para o Cristo, e Ele olha para nós, esse olhar penetra profundamente a nossa alma e aí somos seres apaixonados pelo Cristo. Assim foi Anchieta, deixou sua terra, sua família, seu lar, sua tranquilidade e veio evangelizar, veio dizer para o povo que estava aqui e os que vieram de fora: amem a Cristo, amem a Cristo, amem a Cristo.”

Homilia da Missa da Solenidade de Pentecostes, dia de São José de Anchieta.

Após a novena, inspirados pelo amor a Jesus Cristo que Anchieta tanto propôs, teve início a Missa da Solenidade de Pentecostes, no dia em que se recorda São José de Anchieta, o mesmo dia, 09 de junho, que o Padre Anchieta, morreu, neste lugar.

“Um peregrino, Anchieta é sempre um homem em movimento. E um santo precisa ser, um homem e uma mulher, em movimento”, disse Padre Bruno Franguelli em referência os jovens do EJC que vieram de suas comunidades caminhando até o Santuário, como Anchieta tantas vezes o fizera.

O vice-reitor do Santuário leu um poema de Atenágoras, patriarca ortodoxo de Constatinopla que assim se inicia: “Sem o Espírito Santo: Deus está longe” (leia o poema na íntegra aqui). E prosseguiu sua homilia dizendo sobre o papel do Espírito Santo no mundo. Na criação, Deus sopra sobre o barro e “esse é o sopro de vida que todo homem, toda mulher, recebe de Deus.”

“Deus é Deus de todos porque é criador de cada um. E todo ser humano é criado segundo a imagem e semelhança de Deus, que é Jesus. Deus não faz distinção de pessoas porque Ele é o criador de todos”, explicou.

Na criação do mundo, do sopro nasce um homem cheio de vida. Em Pentecostes, do sopro nascem homens cheios de vida e, sem medo, com a coragem de anunciar o Evangelho.

O sacerdote jesuíta explicou como o Espírito Santo contém o que há de mais suave, delicado e mais afável em Deus. Por isso, clamamos o Espirito Santo sobre aquilo que está pesado e seco.

“O Espirito Santo vem equilibrar a razão e a emoção. E o equilíbrio tem um nome: lucidez. O Espirito nos torna lúcidos.”

Pe. Bruno Franguelli

No Atos dos Apóstolos, São Lucas relata a presença da mãe de Jesus no meio dos discípulos e que após a vinda do Espírito Santos todos começam a falar em línguas diferentes e um compreendia o que o outro falava. Diferente de Babel, onde um falava e o outro não entendia. A torre de Babel cai “porque cada um falava uma língua diferente, talvez porque cada um não queria entender o que o outro dizia”.

Na homilia, recordou ainda o avanço na comunicação que possibilita uma rápida conexão, disponível a todo o mundo. E que a conexão, no sentido da proximidade entre as pessoas, ainda é um desafio.

“Mas, será que estamos conectados? Talvez nunca estivemos tão desconectados? Nunca nos entendemos tão pouco, porque não queremos entender o outro, porque parece que o outro fala uma outra língua”, refletiu.

Surge o questionamento, e por que parece que não nos entendemos?

“Porque a linguagem do Pentecostes é o amor e se não falamos a língua do amor, da compreensão, da escuta, não conseguimos compreender um ao outro”, respondeu.

Dessa forma “ainda estamos na Babel, e na Babel nada vai para frente. Família, amizade, projetos só vão para frente se há conexão pelo amor”, concluiu.

“Isso não significa que somos todos iguais ou que pensamos do mesmo modo. Percebam! Eles falam línguas diferentes. Mas se compreendem”.

“Unidade não significa uniformidade, que todos devem ser iguais. Inclusive, não conseguiríamos. O problema não está em pensar diferente, o problema está em não estar disposto a ouvir a linguagem do amor”. explicou Padre Bruno.

“Pentecostes, a vinda do Espírito Santo é a capacidade de unir pessoas diferentes, que poderiam até estar em oposição, mas tem um sonho comum. E é este sonho que faz essas pessoas seguirem em frente”, disse.

Onde não reina o amor, Deus não tem espaço. Ainda que se fala muito de Deus. Inclusive, em lugares que não falam de Deus, mas há caridade e justiça, alí também está Deus.

“Pentecostes é isso, é deixar que o Amor de Deus nos transforme em um só corpo, e um só Espírito, com nossos dons, nossos talentos. Colocar tudo isso a serviço da sociedade, da igreja, com total doação”, explicou o padre que em seguida lembrou de alguns exemplos práticos.

“Quando fazemos por amor, fazemos com tudo que somos e tempos porque aquilo nos transforma, Isso é colocar os dons a serviço da comunidade”, completa a reflexão.

Por fim, fez um convite: “vamos, nessa festa de Pentecostes, colocar nosso coração a disposição de Deus, para que o espirito tome nosso coração e nos faça pessoas novas, tirando toda rigidez, todo peso. Tudo aqui que nos faz menos humanos e assim nos tornamos uma só igreja, uma só comunidade”.

A homilia foi concluída com um trecho do poema escrito pelo próprio Anchieta, sobre a vida de Nossa Senhora. O trecho do Poema da Virgem Maria que, com uma oração, conta a vinda do Espírito Santo. A oração do poema termina assim “Santo amor dá-nos os sete dons que nos sustenam, dá-nos as virtudes que te agradam, por fim o gozo da alegria eterna. Amém”

Vigília de Pentecostes com o terço dos homens e a bênção das rosas.

No terceiro dia da novena, recordamos o tempo em que Anchieta esteve refém dos índios tamoios.

“As tribulações fazem parte da nossa vida, e não é diferente na vida dos santos. Todos vivem tribulações. Cristãos, ou não. Com fé, ou não. Mas qual a diferença?”, perguntou padre Bruno Fanguelli. “Aquele que tem fé, tem esperança que vai superar aquele momento”, respondeu.

Na tribulação e nas tentações, sobretudo nesse tempo de perigo, Anchieta recorria à oração e confiava-se aos cuidados da Santa Mãe de Deus. Esse é o relato do primeiro biógrafo de Anchieta, Pe. Quirício Caxa, que conviveu com o Apóstolo do Brasil.

“Deus o livrou, São José de Anchieta. Interceda por nós, para que sejamos fortes e pacientes nas tribulações”, concluiu.

Santa Missa da Vigília de Pentecostes

Logo após a novena, foi celebrada a Missa da Vigília de Pentecostes presidida pelos reitores do Santuário Nacional de São José de Anchieta.

Padre Nilson Maróstica, reitor, iniciou a homilia com a reflexão sobre a Torre de Babel, construída com a pretenção de chegar até Deus. Confundidos, em sua língua, desentenderam-se e foram dispersos.

“A torre de Babel é a segunda queda. A primeira foi quando comeram o fruto do conhecimento do bem e do mal”, explicou.

“Quanto mais humano, mais divino seremos.”

Na segunda leitura, São Paulo fala dos gemidos inefáveis da criação. “É dentro do coração que Ele fala. A gente sente impulso, desejo, ou como fala Santo Inácio, moções”, explicou o reitor.

É necessário “ouvir a voz de Deus dentro de nós, deixarmo-nos guiar pelos apelos de Deus. Dentro de nós se faz novamente a criação. Nós somos recriados quando entramos em contato com Deus. E assim criamos um novo mundo, uma nova sociedade, uma nova natureza. Ele renova todas as coisas, dentro de nós.”

Para poder escutar a voz de Deus é preciso silêncio, “Deus não vai falar em voz alta”, lembrou Padre Nilson.

No Evangelho, Jesus diz, todos aqueles que estais cansados e com sede venham a mim. Jesus é a fonte que brota de Deus.

Do Evangelho, Padre Nilson conduziu à seguinte reflexão: “onde sentimos a sede? Na língua. A língua é o lugar da palavra. Aqui água e palavra estão muito associadas. Quem tem sede deve buscar a Palavra. E se você busca a Palavra matará a sede. A Palavra de Deus é verdadeira comida e verdadeira bebida. E hoje Jesus diz que quem vem até mim terá sua sede saciada”.

“Pentecostes é essa vida do Espírito Santo que afasta o demônio da nossa vida. Em Babel, tivemos a divisão que dispersou. Pentecostes, será a união. E aí encontraremos repouso e saciedade na Palavra de Deus. E assim daremos muitos frutos”, concluiu.
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O TERÇO DOS HOMENS

A romaria do terço dos homens ao Santuário Nacional de São José de Anchieta também foi lembrada na homilia.

“O terço é a segunda maneira da gente se santificar. De estar mais próximo da santidade de Deus. A primeira maneira é a participação diária na Eucaristia”, continuou o Reitor em sua homilia.

“Mas nem todo mundo tem o privilegio de participar da Missa e receber a Eucaristia diariamente. Quem não pode fazer isso, tem uma saída: rezar o terço”, concluiu Padre Nilson que em seguida explicou a ousada afirmação.

Pois,

“cada Ave-Maria que a gente reza é uma gota de santidade que a gente deposita no nosso coração.”

O terço é instrumento de santificação diário, uma vez que “rezando o terço você está ligado na realidade divina. Esta cumprindo o que o Evangelho falou, está indo à Deus para matar a sede da sua Palavra”, disse.

A contemplação dos mistérios do santo Rosário está diretamente ligada à Palavra de Deus. Por isso “Rezando o terço, a nossa mente está ocupada com as coisas de Deus. Então aconselho aqueles que não fazem parte que comecem a participar do terço dos homens”, instruiu o sacerdote.

Padre Nilson, concluiu a homilia com um pedido: “quando estiverem rezando, rezem pelos sacerdotes. Tantos padres vão gastando sua vida como estas velas no altar. Atrás de cada padre há milhares de fiéis. Rezem pelo Papa Francisco que tem trazido o Evangelho com perseguição. E ele está sendo muito perseguido. Rezem para que se mantenha firme no seu ministério”.

2° dia – Novena. Anchieta, homem misericordioso. Saiba como foi.

Segundo dia da Novena. Primeira sexta-feira do mês. Anchieta, homem misericordioso. Devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Padre Célio, sj, reuniu com esmero essas duas realidades que se encontram.

“Nesta primeira sexta-feira do mês, sexta-feria do Sagrado coração de Jesus, nós estamos diante de um Deus que se compadece de misericórdia. Que diante de injúrias, infâmias, calunias, ódios, fake news, Ele ousa oferecer a outra face”, anunciou.

“E é exatamente isso que o Missionário de Cristo, o Apóstolo e Poeta da Virgem Maria faz nessas terras, ensinar o povo brasileiro a ser um povo gentil, um povo de paz, um povo de reconciliação que procura resolver seus conflitos não com armas, não com guerras, não com ódio. Mas através do amor, e do amor que vem do Sagrado Coração. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”, concluiu, rezando, o sacerdote jesuíta.

HOMILIA

“Disse Jesus: Segue-me.” Assim começou a homilia do Padre Shuenck, que em todo momento trouxe para realidades cotidianas a prática do amor e da misericórdia, segundo o Sagrado Coração de Jesus, como foi a vida de São José de Ancieta.

O pároco de Itaipava, cuja igreja é dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, recordou a intenção do Papa Francisco para o Apostolado da Oração, neste mês de junho: pedir para a Igreja padres humildes, simples, do povo. E ao olhar a imagem do Sagrado Coração de Jesus, disse “Nós queremos ter um coração como o de Jesus, queremos segui-lo e imita-lo.”

Ao estado do Espírito Santo, onde está o Santuário Nacional de São José de Anchieta, fez uma exortação em particular. “Nós, daqui do Espírito Santo, temos que ter essa vontade de dizer como este homem foi importante para o mundo, para o Brasil e para o estado do Espírito Santo. Saber que foi aqui, pertinho de nós, que ele viveu e morreu”.

Em um dos momentos de interação, pediu aos presentes que olhassem as palavras distribuídas nas colunas da igreja. Destacou a palavra catequista e mostrou como se deve entender Anchieta “exemplo, modelo e padroeiro dos catequistas”. O sacerdote explicou que “todos somos catequistas, porque todos temos de falar de Jesus e viver o que Jesus nos ensinou, a exemplo deste grande catequista São José de Anchieta”.

“No Evangelho, Jesus quer o máximo de Pedro”

Padre Shuenck então descreve essa exigência relatada no Evangelho. “Jesus ressuscitado que chama Pedro para uma conversa, antes dele se despedir. Ele quer, então, entregar a Igreja e tem que entregar a quem O ama, a alguém que O ama muito. Então, Jesus chama Pedro e pergunta, tu me amas mais? Olha a exigência! Até o ponto em que Jesus diz: apascenta as minhas ovelhas, apascenta as minhas ovelhas, apascenta as minhas ovelhas”. Por isso, o amor é importante e sublime, “o amor é tudo”.

Por fim, recordou como o amor é uma exigência para o cristão e apresentou como modelo de amor o Poeta da Virgem Maria. “Em São José de Anchieta encontramos poemas do amor. Nós, mesmo não sendo poetas, também podemos falar do amor. Mas tem que viver! Amar com atos concretos”, como São José de Anchieta, homem misericordioso, escreveu e viveu.

Então perguntou “O que você fez por seu irmão?”. E pediu “Feche os olhos, converse com Jesus”. Recordou as palavras do evangelho “Tu sabes, tudo. Tu sabes que eu te amo.” Depois de um breve silêncio, disse com firmeza “por isso, que eu Te sigo!”.

SEMANA DO MEIO AMBIENTE

Padre Shuenck, em sua homilia, falou sobre a Semana do Meio Ambiente, organizada pela gestão municipal, com ações em diversas regiões. Na Missa celebrada no Santuário, que fica próximo à foz do Rio Benevente, recordou a necessidade de plantar árvores, a importância de cuidar de rios e nascentes. Sobre o lixo, destacou a reciclagem e o dever de “valorizar os nossos irmãos catadores de lixo”. Concluiu recordando a boa sensação do ar puro, o remédio da terra e a necessidade de cuidar da criação “ao vivermos essa semana do meio ambiente que nós cuidemos muito bem do que Deus nos emprestou, para cuidarmos e cuidarmos muito bem”.

A celebração da Missa e do segundo dia da Novena de São José de Anchieta está disponível na página do Santuário, acesse aqui.

O terceiro dia da novena, neste sábado, dia 07, acontecerá às 19h, no Santuário Nacional de São José de Anchieta, com transmissão ao vivo pelo Facebook do Santuário.

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1° dia – Novena: Anchieta, cheio de humildade e mansidão.

O primeiro dos nove dias consecultivos de oração em preparação para a grande festa litúrgica do Santo Apóstolo e Padroeiro do Brasil, São José de Anchieta, inaugurou este tempo favorável para conhecer quem foi Anchieta e aprender a imitá-lo como modelo para a vida dos cristãos do nosso tempo.

Uma graça a pedir, uma breve leitura da Palavra do Senhor e um pequeno texto que ilumina a compreensão sobre São José de Anchieta, assim está organizada a oração da novena. Conservando na simplicidade toda a profundidade e mistério do amor de Deus revelado na vida dos santos.

Após a leitura de um trecho da carta que São José de Anchieta escreveu ao superior dos jesuítas em Roma, Padre Bruno Franguelli iluminou a compreensão de onde está a mansidão e humildade de Anchieta. “Que coisa linda Anchieta escrevendo, já velho, já enfermo. Tinha uma enfermidade que o acompanhava desde a sua adolescencia e nunca desistiu.” Ao retomar o trecho da carta na qual o Apóstolo do Brasil diz que trabalhava incessantemente, sem descanso na peregrinação e colocando-se à disposição de seus superiores, continuou

“cansado estava, mas trabalhou sem descanso, por amor aos eleitos, defendendo os indígenas que já naquela época eram perseguidos, como ainda são hoje.”

Anchieta pede apenas uma coisa na carta que escreve “não me falte sua graça”. Como ensinou Anchieta, Padre Bruno rezou pedindo a Deus que nos dê a graça de ter um coração como o de Anchieta, capaz de trabalhar incansavelmente, por amor aos eleitos.

“Ele trabalhou por nós, ele trabalhou muito por cada um de nós, e é por isso que hoje podemos estar aqui celebrando sua memória. São José de Anchieta rogai por nós”, finalizou o sacerdote jesuíta.

Celebração da Missa

Após a novena, teve inicio a celebração litúrgica da Missa, presidida pelo Padre José Carlos, da Paróquia Nossa Senhora do Amparo, de Itapemirim. Em sua homilia lembrou da Semana de oração pela unidade dos cristãos e falou sobre a importância de se ter uma vida marcada pela oração. Inclusive a oração mental que significa “encher a mente de Deus, ocupar a mente e a vida com Deus”, explicou. Um contraponto à tentação atual de ocupar a vida com as notícias e mensagens das redes sociais.

“Ninguém pode dar o que não tem, precisamos dar ao mundo aquilo que temos. Por isso, precisamos cuidar muito para que não sejamos divididos”, continuou Padre José Carlos. E a unidade é fruto da oração. Na vida cotidiana, o pároco de Itpemirim recordou que não se deve faltar solidariedade, o socorro àquele que sofre, pois “onde chega alguém solidário, alí chega Deus.” Alertou que estar próximo não siginifica “convencimento ou querer transformar o outro naquilo que nós queremos.” Estar próximo é estar disponível para amar. E fez um convite: “sejamos apenas pessoas de Deus, o resto será consequencia.”

O olhar e a homilia se voltam, então, para a vida de São José de Anchieta. “Olhamos e vemos o que ele tinha no coração. Quantos anos se passaram?” Após essa pergunta, o sacerdote lembrou o período histórico quando o, hoje Santuário Nacional de Anchieta, contruído por São José de Anchieta, foi tomado pelo governo e transformado em presídio. “Em mãos de quem foi parar? Mas, hoje, estamos aqui. Este lugar tinha o desejo de Deus. Quando um lugar é tocado pelas mãos de alguém de Deus, a eternidade também o toca. Bendito seu Deus pelos seus antos e suas santas.”

Anchieta, cheio de humildade e mansidão. “Tinha a saúde frágil, mas tinha Deus no coração. Trabalhou pela unidade e pelo bem dos indíos.” E ao recordar os indígenas, Padre José Carlos apresentou uma pergunta comum sobre a vida de Anchieta “Qual o desejo de saber tantas linguas?”. A resposta que deu aponta para o alvo de todo cristão “Levar o amor àqueles que o governo só queria explorar.”

Esta conclusão seja também o início de uma nova oração.

“Peça, confie e espere. Vamos sair com alma cheia de Deus e deixar a unidade florecer sobre a divisão”.

A celebração da Missa e do Primeiro dia da Novena de São José de Anchieta está disponível na página do Santuário, acesse.

O segundo dia da novena, nesta sexta, dia 07, acontecerá às 19h, no Santuário Nacional de São José de Anchieta, com transmissão ao vivo pelo Facebook do Santuário.

Conheça e adquira o Devocionário a São José de Anchieta, que contém a Novena rezada neste ano.

Novena com Devocionário para conhecer, amar e imitar Anchieta

O Devocionário é um livro de orações que contribui para a prática diária de uma devoção que nos aproxima de Deus.

Com orações e textos escritos pelo Apóstolo e Padroeiro do Brasil, o devocionário de São José de Anchieta é um presente para que “nosso santo seja mais amado, conhecido e imitado”, como explicou o sacerdote jesuíta, Bruno Franguelli, que organizou o devocionário.

As pequenas dimensões do livro são uma praticidade que favorece o exercício diário das práticas oracionais e a leitura dos santos textos de Anchieta.

A riqueza contida em suas páginas, por sua vez, são um precioso auxílio para responder com a nossa vida às necessidades do nosso tempo.

Uma experiência que começa a ser vivida na Novena da Festa Nacional de São José de Anchieta que acontecerá de 06 a 14 de junho no Santuário Nacional de Anchieta, sempre às 19h, em preparação para a Missa Solene do Apóstolo e Padroeiro do Brasil, que será celebrada no dia 15, pelo Arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos, ofm.

Devocionário de São José de Anchieta

Editora Santuário

120 páginas

Valor: 10,00

Como adquirir

Pode ser adquirido na Secretaria do Santuário Nacional de Anchieta e no site da editora Santuário.

Todos os dias haverá um ponto de venda próximo à entrada do Santuário, antes e após a celebração da Missa e Novena.

Mais informações (28) 99939-4243