Experimentar a mesma devoção de São José de Anchieta

Entre os grandes legados espirituais de São José de Anchieta, a devoção a Nossa Senhora da Assunção tem um lugar de destaque. E o Santuário Nacional de São José de Anchieta, localizado na cidade que leva seu nome, no Espírito Santo, é uma obra particular.

Aqui se descobre a singular experiência de participar da devoção que o próprio José de Anchieta cultivou em seu coração durante toda a sua vida. Aqui ele rezava. Aqui ele fazia silêncio. Aqui ele se ajoelhava. Aqui ele, provavelmente, chorava. Aqui ele, certamente, recebia o consolo de sua Mãe.

O amor à Assunção de Maria era umas das principais devoções marianas de Anchieta. E por isso, construiu e dedicou a ela a igreja de Reritiba. Hoje, essa igreja integra o Santuário Nacional São José de Anchieta.

Imagem de São José de Anchieta e Nossa Senhora da Assunção no altar do Santuário Nacional de Anchieta.

Marcas da devoção mariana de Anchieta

As principais festas marianas no século XVI eram celebradas no dia 15 de agosto. E foi nessa data que Anchieta fundou a missão jesuíta em Reritiba, deu início às obras da igreja e, onze anos depois, dedicou o templo. Ainda, nesse mesmo dia apresentou o Auto da Assunção, uma peça teatral escrita por Anchieta como que para comunicar com emoção aquilo que em seu coração transbordava: o amor e a firme confiança na Santíssima Mãe de Deus, na sua santa e imaculada conceição, na sua vida sem pecado que, assunta ao céu, a fez chegar na plena participação da Glória de Deus.

Porque nada mais lógico que a Mãe de Deus, que nasceu imaculada não experimentar a corrupção da morte. Dormiu e foi assunta, assumida, ao céu em corpo e alma.

Pe. Nilson Marostica, Reitor do Santuário de Anchieta

Anchieta, aqui estamos

Anchieta deixava aos seus filhos e, hoje, ao mundo, esse lugar santo. Aqui construiu e instruiu o amor à Santa Mãe de Deus. Aqui viveu e morreu nos braços da Mãe de Deus.

Aqui vivemos a experiência única de entrar e participar da devoção do Santo Padroeiro e Apóstolo do Brasil que lançou as bases não só deste santuário, mas também as bases de uma nação em Cristo, como disse o Papa Francisco.

Aqui tocamos o coração o Apóstolo e Padroeiro do Brasil porque aqui encontramos Maria que foi elevada ao Céu de corpo e alma, por seu Filho, Jesus Cristo. E assim viver plenamente a Glória de Deus.

E o coração deste Santuário é a cela onde Anchieta viveu seus últimos momentos. O lugar de onde São José de Anchieta parte para viver ao lado de sua Mãe, na Glória de Deus.

Aqui estamos, São José de Anchieta, 429 anos depois, para aprender contigo a amar a Santíssima Mãe de Deus, Nossa Senhora da Assunção, e com Ela aprender a viver com os olhos voltados para o céu a fim de viver para a maior glória de Deus.

Nossa Senhora da Assunção, imagem do altar principal do Santuário Nacional de São José de Anchieta.

3 comentários

  1. Querido amigo padre Marostica,
    Acho que finalmente o senhor toca no ponto crucial do santuário. A joia preciosa, o tesouro escondido.
    A meditação silenciosa, a conexão com a floresta, com os bichos e com os indígenas do século 16 é, a meu ver, a mais tocante conexão com o santo e com o universo.
    Esse é o bem que o santuário pode oferecer a cada visitante, morador local ou turista.
    Não é pouca coisa. O adolescente desengonçado encontrou em Rerigtiba a sua paz e hoje a oferece ao mundo.
    Viva a memória de São José de Anchieta.

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