O que dizem os milagres? Anchieta é digno de ser imitado.

Anchieta, homem de milagres, foi o tema do quinto dia da Novena em honra São José de Anchieta, em preparação para a Missa solene do Apóstolo e Padroeiro do Brasil.

Padre José Célio, conduziu a oração. “Não andamos por aí atrás de milagres, andamos como pessoas de esperança que se sentem protegidas pela graça de Deus. Mas há momentos em que precisamos falar mais alto e pedir o socorro em alguma circunstância”, disse ao início.

Após as leituras da graça a ser pedida no dia Senhor, que eu saiba reconhecer os milagres no meu dia a dia; do trecho do Evangelho de São João e do relato de um milagre que Padre Anchieta, realizou durante uma festa, quando um menino mudo volta a falar à sua ordem, Padre José Célio, fez a seguinte reflexão:

“Quando nós acompanhamos o nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo nos evangelhos, nós o vemos realizar muitas maravilhas. Multidões recorrem a Jesus porque ele é capaz de transformar água em vinho, realizar pescas milagrosas, multiplicar os pães. Jesus, muitas vezes, é visto pelos seus contemporâneos como um milagreiro. E Jesus chega a dizer ‘espera, não é isto que eu vim fazer, não é dessa forma que eu quero que me vejam, um fazedor de milagres”. E continuou dizendo:

“Por trás de cada ação que nós chamamos de milagres, Jesus quer nos ensinar algo a mais. A ação de Jesus de realizar milagres, maravilhas, é uma forma de Deus dizer: Este é o meu Filho amado, Ele está em comunhão comigo”.

Padre Célio então explicou como entender o tema proposto neste quinto dia da novena.


“Refletir Anchieta, nosso santo, como homem de milagres é dizer que tudo aquilo que Anchieta fez e viveu é aprovado por Deus. O milagre não é um capricho de um santo para conosco, mas não é outra coisa senão a aprovação de Deus da vida, daquele homem de quem nos aproximamos.

Anchieta não realiza milagres por si só, mas é o próprio Deus que quer dizer através desses milagres, grandes ou pequenos, que este homem é digno de atenção, é digno de ser escutado, é digno de ser imitado.

Disso que se trata dizer que Anchieta é um homem de milagres, ou seja, é homem aprovado por Deus. Por isso, não tenhamos receio de nos aproximamos de Anchieta porque nosso Deus e Pai do céu já o aprovou através dos seus milagres, através do testemunho de sua vida, das suas virtudes heroicas.”

Homilia – Maria Mãe da Igreja

“Como é bom estar próximo de um santo!” Assim começou a reflexão do Padre Jairo de Souza, da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, Meaípe, Guarapari, que presidiu a celebração da Missa após a novena.

Ao recordar que a liturgia do dia celebra Maria, Mãe da Igreja, falou das marcas da devoção mariana que São José de Anchieta, o Poeta da Virgem Maria, deixou na região. “Perceba os lugares por onde passou. Um jeito delicado de mostrar que temos uma mãe. E nos sentimos seguros”, afirmou.

“Olhar para esta figura tão singela de São José de Anchieta é encontrar nele os traços de Maria.”

Padre Jairo de Souza

Entre as edificações de devoção mariana recordou a linda capela dedicada à mãe de Maria. A igreja de Sant’ana, está construída sobre uma pedra próxima ao mar, na praia de Meaípe, e faz parte da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, da qual padre Jairo é pároco.

“Em todos os cantos Maria é saudada como aquela que cuida de nós, aquela que não nos abandona, aquela que todos os dias devemos levá-la para casa. Ouvimos no Evangelho Jesus dizendo “Eis aí tua mãe”. E João não mais deixou Maria e Maria não mais deixou João”, explicou.

A proximidade com os santos faz lembrar que Deus nunca abandona o seu povo. Imitando São José de Anchieta, Padre Jairo concluiu “não tenham medo de receber Maria por mãe”.

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